No fundo de tudo o que fazemos na vida, está o ideal da felicidade.
Nosso sonho é o da felicidade permanente, o desejo de que a vida seja um eterno dia de outono, céu azul sem nuvens, clima ameno.
Nós rejeitamos com toda força a dor e o sofrimento.
Isto revela a nossa imaturidade espiritual. Uma criança não deseja nunca ser contrariada. A criança odeia ouvir um não. O que ela deseja é ter todos os brinquedos do mundo, é que todo o mundo se derreta em demonstrações de afeto em sua presença, é que todo o mundo reconheça que ela é linda, que a levem para passear continuamente e que lhe permitam comer só o que lhe apetece: sorvetes, guloseimas, batatas fritas, refrigerantes.

Mas pais amorosos e conscientes dizem não a ela quando é necessário. Embora o coração lhes diga que a sua criança é a mais perfeita do mundo, eles usam a razão para conduzir o afeto. Ensinam à criança o dever e a responsabilidade. Exigem que comam verduras e legumes, que tomem o remédio amargo caso seja necessário. Dosam escola e compromissos, com os passeios e divertimentos.
Porque todos nós sabemos o que acontece a um adulto para quem sempre se disse sim. Ele exteriormente se apresenta adulto, mas emocionalmente ele permanece criança, e o saldo será sofrimento e delinquência.

Pais amorosos e conscientes sabem, que embora a criança esperneie, se revolte e até os odeie em alguns momentos, elas estão sendo moldadas para se tornarem indivíduos mais equilibrados e conseqüentemente, mais felizes.
Da mesma forma nós, que queremos navegar num mar de rosas, e que a vida nos diga eternamente sim, temos em Deus o Pai Perfeito.
É preciso que avaliemos a direção que temos dado à nossa busca por felicidade.
Se a direção for o caminho da matéria (bens, beleza física, amores, projeção, fama), nós encontraremos ao final da trajetória desilusão e frustração, porque, provavelmente vamos descobrir tarde demais que a felicidade que estes valores nos trazem é momentânea, é efêmera, e na verdade, nos aprisiona num jogo perigoso do querer sempre mais, e que nos aterrorizará quando, inevitavelmente, precisarmos abrir mão deles, pela velhice, pela doença, pela falência ou pela morte.
A direção correta, é a da evolução, do auto-aprimoramento. O material será apenas o veículo, e não o fim em si.

“ Buscai, primeiramente, o reino dos céus, e tudo o mais lhe será acrescentado.“

Eu trafegarei em todas as situações com mais segurança. Se o meu roteiro incluir riqueza material, beleza física, poder, em não vou perder o rumo, será mais difícil eu mergulhar no erro, porque o meu norte já estar traçado. Os ensinamentos de Jesus.
E vai ser com mais serenidade que eu vou renunciar a tudo, se a vida me pedir.

Se o meu planejamento reencarnatório incluir a experiência da pobreza, das dificuldades materiais, ou físicas, também aqui eu conseguirei caminhar com mais serenidade, com mais confiança, com mais aceitação(que não exclui a luta, esteja bem entendido. Temos a obrigação de buscarmos modificar uma situação adversa). Mas a inveja fará menos parte dos meus sentimentos, porque eu conseguirei compreender que cada um está num momento da sua caminhada, e o que o outro neste momento possui e eu não, são resultado de trabalho árduo e investimentos que eu, muitas vezes, não estou disposta a fazer.

E o que nasceu em berço de ouro, com tudo à disposição, vai merecer de nós muitas vezes uma prece, se lembrarmos a quantos riscos evolutivos ele está sujeito, quando observarmos a cegueira que domina a maioria destes, que acreditam que a vida é um imenso parque de diversões, que seguem a vida acreditando que ter e gozar à exaustão é tudo o que importa. Com muita facilidade eles costumam resvalar no crime e na loucura nos momentos de adversidade.

Todos nós viemos à matéria com o propósito da auto-melhoria, e Deus, em sua perfeição, nos dotou do desejo da felicidade, para nos impulsionar ao trabalho interior necessário ao objetivo da evolução.
Vamos refletir sobre alguns procedimentos que podem nos ajudar a caminhar na direção certa da felicidade verdadeira:

Fazer algo de bom a cada dia
Porquê? Tendo a preocupação de todo dia fazermos algo de bom, colocamos a nosso favor a lei de causa e efeito. Podemos começar pelo que nos seja mais fácil, pelas coisas simples e irmos ampliando de acordo com o nosso aprendizado.

Ser positivo
Ser positivo, certamente melhora o nosso estado de saúde e de felicidade.
Nos faz conservar a esperança e o otimismo. Irradiando alegria, contagiando os semelhantes; aceitamos as tarefas diárias com satisfação; e vencemos as adversidades e dificuldades com bom ânimo, crescendo em conhecimento, experiência e vigor.

Ter empatia
Não devemos ver apenas os nossos problemas, mas também os dos outros, Ao nos colocar no lugar do outros, conseguimos imaginar o que sentiríamos se fôssemos nós a atravessar aquela dificuldade, e nos movimenta à tarefa de amenizar a luta do próximo. É uma atitude que nos retorna em saúde e a felicidade em decorrência do bem que fazemos aos outros.

Procurar ser melhor, e não apenas ter
O segredo está em sentirmos satisfação e gratidão por tudo o que possuímos; mesmo uma vida simples, sem a preocupação de ajuntarmos apenas bens materiais. Sermos amorosos, bondosos, sábios, fraternos, generosos, honestos, responsáveis, além de úteis aos semelhantes.

Saber falar e comunicar bem
Conversar e comunicar bem com os outros gera satisfação e bem-estar íntimo. Devemos evitar falar só a respeito de nós mesmos e buscar assuntos que gerem bem estar.. Além disso, mais ouvir do que falar, pois, como diz o ditado “a sábia Natureza nos dotou de dois ouvidos e de apenas uma língua”.

Amar-se
Procurar estar sempre alegre, manter o sorriso no rosto, passar boa impressão aos que estão ao redor, sustentar o bom humor e conversar e cumprimentar os outros.

Ter dedicação ao trabalho, mesmo que ele pareça simples
Todo trabalho útil e honesto gera benefício e progresso. Nenhum trabalho deve servir de motivo de humilhação para alguém. Valorizar as pequenas tarefas diárias, pois, além dos benefícios materiais, elas geram benefícios para a alma, pelo emprego das faculdades, aumento das habilidades e exercício das virtudes, notadamente a da paciência.

Aprender a viver com o necessário
A busca incessante pelo supérfluo ou desnecessário gera, normalmente, muito esforço e ansiedade para adquiri-los, além de desgastes e contrariedades para conservá-los, prejudicando o estado emocional, mental e físico. William Shakespeare dizia que sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.

Acalentar projetos plausíveis
Adianta eu determinar que só vou ser feliz o dia em que eu conseguir ir à África e abraçar um tigre, porque este é o meu sonho? Ou escalar o Monte Everest? É sinal de sabedoria e bom senso manter os sonhos dentro de parâmetros possíveis e realizáveis. Sonhemos sempre, mas não esqueçamos de reconhecer a felicidade no que nos cerca.

Amar
O amor a Deus e ao próximo é o mandamento maior. O exercício do amor, inclusive aos animais e à natureza nos torna mais saudáveis e felizes.

Envelhecer com sabedoria
Só existe uma maneira de não envelhecer. Morrer jovem. O envelhecimento ocorre todo dia. Devemos concentrar em viver com alegria, e manter uma vida harmoniosa em família, Para que não nos falte lembranças dos bons momentos vividos; a tranquilidade na consciência, pelos deveres cumpridos; e a gratidão a Deus pelo progresso material e espiritual alcançado.

Ser filantropo
Devemos nos engajar num serviço voluntário de assistência aos mais necessitados, para fazer o bem e ser útil ao bem-estar do próximo, beneficiando a todos. Isto alimenta a alma.

Praticar exercícios
Para prevenir ou corrigir problemas de saúde.

Manter-se ocupado
Não apenas dedicação ao trabalho, mas também valorização do lazer e do repouso, pelos benefícios que geram. Ocupação não significa apenas busca e conquista de coisas materiais. Ocupações no campo espiritual, que inclui a prece, a leitura edificante, a meditação. A confecção do alimento, de itens para tornar o lar mais agradável, para presentear alguém.

Acreditar na justiça de deus
A crença na Justiça Divina sustenta a tranqüilidade na alma. Essa crença deve estar pautada, porém, no conhecimento da Lei de Causa e Efeito que rege o uso do livre-arbítrio. Confiar nos ensinos de Jesus que dizem: “A cada um será dado segundo as suas obras” e “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Este é um roteiro seguro para se ser saudável e feliz.

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