Deus nos criou a todos para a perfeição. Dotou-nos do livre-arbítrio para que coubesse a nós mesmos o mérito pela nossa evolução.
A má aplicação deste atributo divino ocasiona conseqüências traduzidas por quedas e expiações.
Neste processo de resgate, muitas vezes o espírito se rebela, e se coloca então como inimigo do bem e da verdade, perturbando a obra de Deus, entravando o aprendizado dos bons, demorando a perceber que o estado de rebeldia só ocasiona ainda mais sofrimento para si.
Jesus, o Divino Guia, interpretou esta situação trazendo a parábola do joio e do trigo, de onde vamos estudar um trecho. Capítulo 13 de Mateus.

Jesus contou esta parábola: “O Reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. Entretanto, quando todos dormiam, chegou o inimigo dele, lançou o joio no meio do trigo, e seguiu o seu caminho. Assim, quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu. Os servos do dono da plantação foram até ele e perguntaram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Então, de onde vem o joio?’. Ele, porém, lhes respondeu: ‘Um inimigo fez isso’. Então os servos lhe propuseram:‘Senhor, queres que vamos e arranquemos o joio?’ Ao que o senhor respondeu: ‘Não, pois ao tirar o joio, podereis arrancar juntamente com ele o trigo. Deixai-os, pois, crescer juntos até à safra, e, por ocasião da colheita, direi aos ceifeiros: ‘Primeiro ajuntai o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro’”.

Deixai-os, pois, crescer juntos…

Não é difícil perceber que o joio e o trigo em questão são o bem e o mal.
É doloroso para o bem, existir ao lado do mal. Tudo o que é mal, fere o bem. Toda obra má, do que ainda é mal, maltrata, faz sofrer o que está lutando para ser bom.
Deus, em sua sabedoria determina que ambos devem coexistir por algum tempo. Qual o propósito disto?
O Bem, ao lado do mal, se torna melhor. O bom, tem muito mais oportunidades de exercitar e exemplificar o bem. Ele adquire mais virtudes. E o mal, junto do bem, vai poder aprender, vai ter mais consciência do mal que tem praticado, do erro em que se encontra, e vai poder se renovar. Na convivência com os bons e virtuosos, eles poderão se regenerar, e é o que ocorre, mesmo que leve séculos ou milênios. A lei da reencarnação se encarrega desta lapidação.
Deus não quer a morte do ímpio, mas que ele se redima e viva. Simplesmente retirar da Terra os elementos rebeldes ou maus, não é compatível com a misericórdia e a bondade do Criador.
A parábola diz que, arrancando cedo o joio, corre-se o risco de se retirar também o trigo.
Nem todos os homens transitoriamente maus, são rebeldes ao ponto de não ceder, aos poucos, à lei do progresso espiritual. Muitos deles podem ser regenerados com pouco esforço.
Muitos são maus por ignorância, por não terem tido uma educação sadia, ou por influência do meio ambiente. Estes, principalmente são o joio que deve ficar no meio do trigo, para se beneficiar desta convivência.

E por ocasião da colheita…

Este trecho nos faz recordar outra passagem, no Sermão da Montanha, quando Jesus disse que os mansos herdarão a terra.
Nós já sabemos que com a mudança de vibração do planeta, os que insistem em permanecer no patamar inferior, depois de esgotados todos os recursos dos benfeitores espirituais, serão desterrados para planetas mais primitivos, mais condizentes com o nível vibratório que eles mantém, lá onde ainda reina o choro e o ranger de dentes.
Mas a misericórdia divina, estende o tempo quando há possibilidade de melhoria da safra, ou encurta quando a situação tende a se complicar.
Isto no plano individual e no coletivo.

Primeiro, ajuntai o joio…

O que nos queima, quando erramos? O que se torna uma fogueira, nos tira a paz quando admitimos nossas faltas? O remorso.
E aí entra em ação a Lei de Causa e Efeito, agindo para encaminhar o ser a uma nova condição de percepção e conhecimento.
São as dificuldades que o ser acarretou para si mesmo. As encarnações dolorosas. Quando chega a hora da aferição, é na forma de lágrimas, dores e amarguras que o joio é expurgado na engrenagem da quitação dos débitos ante as leis.
Se a semeadura do mal gerou sofrimentos, são esses sofrimentos o fogo purificador que vai deixar gravado no psiquismo a experiência.
Apanha-se, ata-se e queima-se o mal, e quem a ele está imantado vive o mesmo processo: sofre até experimentar a necessidade de se reabilitar.
No campo individual, nossa tarefa também é a de reunir primeiramente o joio que ainda viceja em nossa intimidade, tomando consciência de quais são ainda as nossas dificuldades e trabalhar para queimá-las em nós, para então o trigo ter a preferência na busca do crescimento espiritual, do que representa o alimento verdadeiro da alma.
O joio atado em feixes para a queima, demonstra o fato de que as dificuldades não vem isoladas, normalmente elas vem em conjunto exigindo de nós o máximo de paciência, de humildade e de confiança em Deus.
Um dos perigos que corremos é abrirmos espaço para o joio, para as ervas daninhas. Elas vão contaminar o nosso caminho e podem estragar a colheita. O início da parábola diz que dormindo os homens, veio o inimigo e semeou o joio no meio do trigo e foi-se embora.
Portanto, a parábola também é um convite à vigilância, para não permitirmos o mínimo acesso ao mal, à nossa inferioridade.
Nos conhecendo, sabemos de antemão quais são os nossos pontos fracos, e ali precisamos exercer nossa vigilância redobrada, para não cedermos à ira que ainda trazemos enraizada, à inveja e a tantas outras ervas daninhas que ainda existem em nossa intimidade, loucas para rebrotar, para dar o ar da graça. Um momento de invigilância muitas vezes nos custa muito tempo de vergonha e arrependimento. Continuamente na nossa vida precisamos Vigiar e Orar.

Mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro…

No celeiro divino só há o bem, o trigo. Nossas realizações superiores pertencem ao campo do divino, e por isto, quando se torna uma realidade, traz a paz, o contentamento que simboliza o reino de Deus em nós.

Caibar Schutel diz que: Uma vez que detectemos a presença do joio, devemos iniciar a sua eliminação, mas sem pressa. Afinal, qualquer precipitação aumenta o risco de tirar junto o trigo, a parte boa de tudo o que fizemos.
Com calma, devemos analisar o que foi feito de errado e o que pode ser feito para consertar a situação. Se isso for realizado com paciência e humildade, a colheita será boa.
E Ermance Defaux completa: Não é exterminar o mal em nós, e sim fortalecer o bem que está adormecido na consciência. Não é reprimir, mas educar os nossos sentimentos.
A mudança para melhor não implica em destruir o que fomos, mas dar nova direção ao que já conquistamos. Não queira destruir a sombra, ela desaparece com a luz!

https://i2.wp.com/inleste.com/wp-content/uploads/2016/09/campo-trigo.jpg?fit=960%2C720https://i2.wp.com/inleste.com/wp-content/uploads/2016/09/campo-trigo.jpg?resize=150%2C150Marcília DornelasLuz interiorcolheita,Jesus,joio,parábola,trigo  eus nos criou a todos para a perfeição. Dotou-nos do livre-arbítrio para que coubesse a nós mesmos o mérito pela nossa evolução. A má aplicação deste atributo divino ocasiona conseqüências traduzidas por quedas e expiações. Neste processo de resgate, muitas vezes o espírito se rebela, e se coloca então como inimigo...Acontece na região leste de BH e Sabará