“Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”…
“Seja o teu falar sim, sim, não, não”. JESUS

 

Falemos de atitude. Mais especificamente sobre atitudes ambíguas, indefinidas.
Nós temos muitas. Uma delas é o fato de pedirmos a Deus que nos dê saúde, e nos entregarmos a vícios geradores de enfermidades. Comemos demais, fumamos demais, bebemos, dormimos pouco. Nos irritamos sem necessidade.

Nós costumamos também reclamar os nossos direitos, mas atropelamos o do outro na maior facilidade.

Gostamos de ouvir a música de nossa preferência, e ligamos o som num volume que obriga os vizinhos a ouvi-la também, mas achamos insuportável se o vizinho faz o mesmo.

Achamos um absurdo a pedofilia, a prostituição infantil, mas incentivamos nossas filhas a disputarem concursos infantis, permitimos que se vistam como mulheres em miniatura, maquiadas em excesso, achamos muito engraçado que elas dancem de uma forma que nem adultos deveriam dançar.

Nós dizemos abominar a guerra, mas esquecemos da paz no nosso cotidiano, sorrindo mais, desculpando mais.

É importante que decidamos quais são os nossos verdadeiros valores e lutemos por eles com fidelidade.
Para ser Cristão, é preciso coragem, ânimo forte, atitude varonil.

“Seja o teu falar: sim, sim; não, não”.

Não há lugar para composturas dúbias, indecisas, oscilantes. O Crente em Cristo deve possuir convicção inabalável, têmpera rija, caráter positivo e franco”.

Não pode haver meio termo entre justiça e iniquidade, entre bem e mal, entre verdade e mentira. E não é possível permanecer neutro, em cima do muro.

Nós, cristãos, que arregaçamos as mangas no serviço ao próximo, precisamos ter cautela redobrada e avaliarmos constantemente nossas atitudes exteriores e interiores.

Não são poucos os cristãos que são de uma ternura cativante ao lidar com os assistidos que vem em busca de auxílio, sorri, fala com doçura, abraça o assistido às vezes mal-cheiroso, maltrapilho, conversa, dá esperança, mas que não hesita dois minutos antes de procurar um companheiro com as mãos cheias de pedras, porque ouviu dizer que o outro fez ou disse algo que o desmereceu.

Que não hesitam em emitir opiniões sem um pingo de caridade sobre outro que é mais difícil.

Que não se esforçam nem por um segundo em tolerar o erro ou a fraqueza do que convive com ele no dia a dia, julgando e condenando sem fazer o mínimo esforço para ponderar as razões da pessoa ser como é.

Nós precisamos ter cuidado redobrado, porque “a quem muito foi dado, muito será pedido” e nós não poderemos pretextar ignorância.

Corremos o risco de chegar do outro lado de mãos vazias.
– Ué, mas eu trabalhei tanto, distribui tantas sopas, assisti tantas famílias, conversei com tantas pessoas.
É, mas foram atitudes exteriores. Não muito diferentes dos fariseus condenados por Jesus, que oravam aos brados nas sinagogas para serem vistos, mas que não hesitavam em calcar aos pés o menos favorecido. Que não hesitavam em caluniar, em condenar.

Nós precisamos entender que Evangelho não é religião. É conduta de vida. Jesus não teria se arvorado das alturas de onde desceu, para nos ensinar religião. Religião é coisa dos homens. Ele desceu até este plano, para nos ensinar o caminho da perfeição, da felicidade, da convivência, do amor.

Evangelho não é para ser discutido uma vez por semana durante uma hora, e depois engavetado para a próxima semana. Evangelho não é só para encher os olhos da gente de lágrimas de emoção. Evangelho é para ser executado no dia a dia. Senão é perda de tempo. É auto-ilusão.

Se eu peço a Deus que me faça instrumento de sua paz, eu tenho que me esforçar para isto.
Se eu peço para a levar paz onde eu encontrar ódio, não posso ser eu o caluniador que vai levar um colega a ser apedrejado pelos outros.

Se eu quero levar perdão onde houver ofensa, não posso ser o primeiro a condenar e a atacar quem me tiver ofendido. Apascentar a discórdia levando a união, e ser o fomentador desta discórdia.
Preciso ser agente da fé, da verdade, da esperança, da alegria.

Eu preciso ser agente da luz, não das trevas.
Eu preciso, de verdade, buscar consolar mais que ser consolado. Eu preciso me esforçar por compreender, ao invés de exigir ser compreendido. Eu preciso amar, porque ser amado vai ser conseqüência, eu vou dar e em conseqüência vou receber.

https://i2.wp.com/inleste.com/wp-content/uploads/2016/08/espiritual1.jpg?fit=510%2C340https://i2.wp.com/inleste.com/wp-content/uploads/2016/08/espiritual1.jpg?resize=150%2C150Marcília DornelasLuz interioratitudes,dar,falar,não,paz,receber,sim  “Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”... 'Seja o teu falar sim, sim, não, não”. JESUS   alemos de atitude. Mais especificamente sobre atitudes ambíguas, indefinidas. Nós temos muitas. Uma delas é o fato de pedirmos a Deus que nos dê saúde, e nos entregarmos a...Acontece na região leste de BH e Sabará