A liberdade é condição essencial do homem sobre a Terra. É um dom forjado juntamente com o espírito pela mãos divinas.
Somos livres enquanto dotados de livre-arbítrio, mas a vida em sociedade nos impõe as limitações necessárias ao abuso, a ganância e ao totalitarismo.

Todos os povos a almejam em todas as épocas da humanidade. Todos os povos submetidos ao imperialismo rebelam-se em algum momento, obrigando a deposição dos governos autoritários para que o povo possa exercer mais plenamente a liberdade de escolha e conduta do próprio destino.
Foi a busca da liberdade que moveu o povo judeu seguir Moisés pelo deserto, fugindo da escravidão no Egito.
No decálogo está o código sintético da Ética na Terra.

Em primeiro lugar, Reverência à Deus e ao Seu nome. A seguir, reverência aos nossos progenitores, honrando o seu nome e a sua memória durante toda a nossa vida.
E então, uma série de proibições, de limitações à nossa ação que longe de ser restrição à liberdade, são uma educação para ela.

O decálogo é a síntese perfeita da ética na Terra. Segui-lo é o primeiro passo para se alcançar a Liberdade plena.
Jesus veio expandir este conceito de liberdade, afirmando que a liberdade estava no conhecimento da verdade.
E quando Pilatos Lhe perguntou o que é a verdade, Jesus se calou. Como Ele poderia explicar a um homem mundano daquele tempo, conceitos que só atualmente, e a duras penas nós começamos a compreender?
E é através do raciocínio sobre os postulados cristãos, que os internalizaremos em nossas consciências.
Estamos há dois milênios aprendendo com o coração. Agora o cérebro precisa aprender apensar com a lógica cristã. É necessário que racionalizemos a nossa Fé para que os edifícios construídos a partir dela não continuem a ruir como tem sido ao longo destes vinte séculos de mensagem cristã.

Vamos imaginar um náufrago que vem ter a uma ilha deserta. Constrói tosca habitação e ali se instala. Sua liberdade é plena. Movimenta-se à vontade. Faz e desfaz, conforme lhe parece conveniente, senhor absoluto daquela porção de terra.

Passados alguns meses surge outro náufrago. A situação modifica-se. O primeiro experimenta limitações. A não ser que se disponha a eliminar o recém-chegado, descendo à barbárie, forçoso será reconhecer que seu direito de dispor da ilha esbarrará no direito do companheiro de também garantir a própria sobrevivência.

Terão, pois, que dividir os recursos existentes – água potável, animais, peixes, vegetais e o próprio espaço físico. Pela mesma razão sua liberdade restringir-se-á, na medida em que outros náufragos apareçam.
Algo semelhante ocorre na vida comunitária, onde nossa liberdade é relativa, porquanto deve ser conciliada com a liberdade dos concidadãos, considerando que o limite de nosso direito é o direito do próximo. A inobservância desse principio fundamental gera, invariavelmente, a desordem e a intranquilidade.

Então, porque eu adoro a velocidade, eu não posso transitar de automóvel pelas ruas, à velocidade de 100 quilômetros horários;

Por mais que a pessoa seja despido de timidez ou vergonha, a ninguém é lícito, em logradouro público, postar-se nu, nem ali despejar lixo ou satisfazer determinadas necessidades.

A liberdade de movimentação é restrita. Vedado nos é invadir uma propriedade alheia ou recinto de diversão como cinema ou teatro. Mister sejamos convidados ou nos disponhamos a pagar o ingresso.
Impedidos estamos até mesmo de permanecer na inércia, se fisicamente aptos, porque alimentos, abrigo, roupas, indispensáveis ao nosso bem-estar e à própria subsistência, pertencem àqueles que os produzem.
Somos chamados a produzir, também, com a força do trabalho, a fim de que, em regime de permuta, utilizando um instrumento intermediário – o dinheiro, possamos atender às nossas necessidades.

A perfeita compreensão dos deveres comunitários, que restringem a liberdade individual, é virtude rara.
Por isso existem mecanismos destinados a orientar a população e conter suas indisciplinas. Há leis que definem direitos e obrigações. Há órgãos policiais para fiscalizar sua observância. Os infratores sujeitam-se às sanções legais que podem implicar até o confinamento em prisões por tempo determinado, compatível com a natureza dos prejuízos causados a alguém ou à comunidade.

Só que há infrações que nem sempre podem ser enquadradas como delitos passiveis de punição ou nem sempre podem ser rigorosamente detectadas e corrigidas pelas autoridades.

  • Assim ocorre com o industrial cuja fábrica despeja poluentes na atmosfera e nos rios;
  • o jovem que transita com o escapamento de sua motocicleta aberto, gerando barulho ensurdecedor;
  • o alcoólatra que se comporta de forma inconveniente na rua;
  • o fumante que expira a baforada de nicotina, obrigando os circunstantes a fumarem com ele;
  • o pichador de paredes que polui cultural e moralmente a cidade, com frases de mau gosto e obscenidades;
  • o maledicente que se compraz em denegrir reputações e muitos outros que revelam total desrespeito pelos patrimônios individuais e coletivos da comunidade e pelo inalienável direito comum à tranqüilidade.

Estes são como eremitas urbanos, ilhados numa visão egocêntrica de vida. Mas eles saberão, mais cedo ou mais tarde, que nenhum prejuízo causado ao semelhante fica impune.

E se a justiça da Terra é impotente para sentenciar os infratores, a Justiça do Céu, que é infalível, o fará, inelutavelmente, confinando-os em celas de desajuste e infelicidade, na intimidade de suas consciências, até que seja pago o último ceitil de seus débitos, segundo a expressão evangélica.

Disse-nos Paulo de Tarso: Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Gl 6:7-9

Jesus, como nosso modelo, foi o ser mais livre a pisar nosso planeta.

Livre até mesmo da posse, da tradição, da parentela, do poder.
No entanto, ninguém se fez mais escravo dos Desígnios Superiores, para beneficiar e iluminar a humanidade.

A única liberdade que devemos almejar é a do trabalho no bem.

https://i0.wp.com/inleste.com/wp-content/uploads/2016/09/liberdade.jpg?fit=760%2C503https://i0.wp.com/inleste.com/wp-content/uploads/2016/09/liberdade.jpg?resize=150%2C150Marcília DornelasLuz interiorjustiça,liberdade,modelo,semear  liberdade é condição essencial do homem sobre a Terra. É um dom forjado juntamente com o espírito pela mãos divinas. Somos livres enquanto dotados de livre-arbítrio, mas a vida em sociedade nos impõe as limitações necessárias ao abuso, a ganância e ao totalitarismo. Todos os povos a almejam em todas...Acontece na região leste de BH e Sabará